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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

RITA ROCK LEE


Adorei a visita de hoje, sexta-feira, 25 de janeiro, ao camarim da única roqueira do Brasil -- Rita Lee.

O Canecão estava repleto de fãs incondicionais da rainha do rock. Todos acompanhavam o vigor, a resistência, o sarcasmo, a paciência, a ironia, a loucura, a diversão, a iconoclastia, a doideira que é a Tia Rita Jones pirando -- no palco. ADORO.

Rita Lee, além de personagem, sabe manter o mito. Digo isso como fã -- nesse camarim falei pra Rita "Cara, eu sou fã, não conta", quando ela me perguntou se eu gostei. Imagina! Perguntar se EU gostei foi foda. Ainda bem que a gente sempre se cruzou nos últimos dez anos -- seja trampando no Acustico 98 pela PolyGram, seja de platéia/fã, seja de lançamento do Galaxy no selo Astronauta... não importa!

Importa que Rita está aí. Não adianta a alma do Henfil perturbar, não adianta Lança Perfume ser Anna Julia e nem adianta nada! Serve a Rita e o Roberto por inteiro, o Beto e o Edu Salvitti, o Breno, a "tchurma". Fica mal pra velhotes vendidos que não sabem o que dizem em tonéis de espaço global -- Rita estava lá, recebeu Paula Toller, Marisa Monte e Maria Padilha (pra citar apenas 3) e não desanimou nem na hora que todo mundo já tinha ido embora e o babaca aqui ficou lá conversando com Beto, Edu e Fernanda. Eis que o ilustríssimo ex-percussionista da Rita, Ary Dias, me deu a honra de sentar com a sobrinha e a esposa pra ver o show comigo, etc... enfim... Ary foi ao reservado de Rita & Rob e eu fui junto... daí foi que Roberto conversou comigo que, sexta-feira passada, acabou sendo um ensaio.

Manoel Poladian acompanhava tudo de perto, Cintia Carvalho acompanhava Marisa Monte; a mãe do Roberto foi lá, as primas do Betão também... crianças, já roqueiras... o filho da Déborah Reis (backing) com a camisa THE BOOK IS ON THE TABLE fez sucesso com seus lindo olhos de criança-roqueira-que-acompanha-a-mãe-cantora-nas-baladas e, fora isso, o clima era mais ameno que na semana passada. Aliviou geral. Voltei aos meus batimentos cardíacos normais! Beto Feitosa(Ziriguidum) estava lá e tudo rolou normal. Viva vivaaaaaaa! Pic nic completo!

FOTO DE PATRICIA CECATTI

terça-feira, 13 de novembro de 2007

YOKO ONO NO MAM

La Ono in Rio


A japa tá passeando pelo Brasil, fez show no Municipal de São Paulo com músicos brasileiros e veio ao Rio para uma performance com as crianças da exposição 'Arte para Crianças', no Museu de Arte Moderna, no Flamengo (RJ) e ainda deu uma coletiva pra imprensa carioca na Cinemateca.

Foi muito legal. Cheguei atrasado, interrompi Ms. Lennon quando ela respondia uma pergunta -- e eu, displicentemente, abri o microfone -- e rolou uma puta microfonia. Mas, como ela é chegada num grito e num barulho, manteve a linha e, fina, seguiu com a resposta. Essa parte foi hilária, pq ela não se incomodou e os jornaleiros se incomodaram. Caguei.

Segui e fiz a pergunta pra ela. Perguntei "Yoko, vc está pela segunda vez no Brasil e sua primeira exposição foi em Brasilia. Qual a diferença, pra vc, do Rio e de Brasilia e das mostras em sí?" E a japa, simpatica e olhando pra mim o tempo todo, educada e atenciosa, disse "Fiz uma mostra pra adultos que se comportaram como crianças. E a mostra era com grande número de obras minhas, era uma individual. Essa é uma coletiva e tenho apenas algumas obras, mas gostei do contato com as crianças, que se comportaram como adultos, e achei linda a cidade do Rio".

Já bastou. Tinham seguranças, claro, a japa tá viva depois de uma bomba de Hiroshima na cabeça, a morte do Beatle mais famoso do mundo e seu marido ao seu lado na porta de casa, milhões de abortos, sequestro da filha, perseguição eterna de fãs imbecís que acham que ela acabou com os Beatles e... tá aí, viva, firme, forte, pra frente, moderna e atual. Yoko Ono não é mito, porque mitos não existem. Mas que ela é uma mulher forte, agridoce, que mistura racional e emocional com arte o tempo inteiro, isso ela é.

Encontrei a fofa da Kamille Viola, do jornal O Dia, e falamos um pouco. Ela perguntou algo sobre música brasileira, que Yoko disse conhecer pouco. Mas Ono falou sobre violência, que ela disse ser um assunto importante. Disse que em Nova York as pessoas são consideradas impiedosas, mas que na hora de uma crise como o World Trade Center, são bem humanas e boas. E que isso acontece em várias cidades do mundo, mas os jornais tornam os fatos ainda piores. Ela estava muito à vontade e disse uma coisa linda, que me marcou: "nossos corações batem ao mesmo tempo".

"As crianças que vivenciam a arte desde cedo estão plantando sementes", disse a japa. O clima era de "peace and love", com ela agradecendo os artistas, os curadores, e ainda dizendo que teve tempo de ir conhecer Paraty e trocou umas idéias com Tomie Otake e suas duas filhas. Lá na minha pergunta, ela ainda disse: "aproveitei as duas viagens, quando fui à Brasilia e aqui no Rio. Gostou da seleção das obras e disse estar honrada de participar da mostra. Na árvore dos desejos que tem lá, ela colocou um bilhete dizendo que pedia um mundo mais pacífico -- coisa que ela vem fazendo há anos, com e sem o Lennon.

"No show que fiz optei por músicos brasileiros. Sei que foi uma escolha arriscada, mas deu certo. No final, o tecladista me perguntou se eu me incomodaria de encerrar com o samba, e eu adorei", disse Ono.

Foi divertido e leve. Não cruzei figuras nefastas e não tive qualquer stress. Viva La Ono!

sábado, 1 de setembro de 2007

OVELHA NEGRA

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Brasil Pandeiro

Confira a lista dos denunciados que já viraram réus e os crimes a que responderão:

João Paulo Cunha - corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato
Marcos Valério - corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro
Cristiano Paz - corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro
Ramon Hollerbach - peculato (3x), corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Henrique Pizzolato - peculato (2x), lavagem de dinheiro, corrupção passiva
Luiz Gushiken - peculato
Kátia Rabello - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
José Roberto Salgado - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
Vinícius Samarame - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
Ayanna Tenório - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro
Simone Vasconcelos - lavagem de dinheiro
Geiza Dias dos Santos - lavagem de dinheiro
Rogério Tolentino - lavagem de dinheiro
Anderson Adauto - lavagem de dinheiro (2x) e corrupção ativa
Paulo Rocha - lavagem de dinheiro
Professor Luizinho - lavagem de dinheiro
João Magno - lavagem de dinheiro
Anita Leocádia - lavagem de dinheiro
José Luiz Alves - lavagem de dinheiro
Pedro Henry - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
José Janene - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Pedro Corrêa - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
João Cláudio Genu - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Enivaldo Quadrado - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Breno Fischberg - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Carlos Alberto Quaglia - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Valdemar Costa Neto - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Bispo Rodrigues - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Antonio Lamas - lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Roberto Jefferson - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Emerson Palmieri - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Borba - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Dirceu - corrupção ativa

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

preciso dar mais atenção ao blog

retornamos em breve!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Aí vai a letra de 'Colher de Chá', gravada em compacto e ainda rara de RV, mas circulando pelos soulseeks da vida. Uma das melhores letras de música já gravadas, em minha modesta opinião. O macumbeiro Tony Osanah também é o compositor da clássica 'Cavaleiro de Aruanda', já devidamente revisitada por Rita Ribeiro em seu novo show.



COLHER DE CHÁ

(Tony Osanah)


RONNIE VON


Quem manda no terreiro é Ogum
Quem manda no universo é Oxalá

O Homem chegou a Lua

Porque Deus deu colher de chá

Se o Homem a Mercúrio quer chegar

Licença vai ter que pedir

Melhor não pensar em exigir

O sol pode até se esquentar

Seria bom se alguém pudesse chegar lá

Pra gente aqui na terra saber

Qual é a transa meu Pai qual é a transa

É preciso ter pureza para entrar

Mas o destino é o Pai da morte

Quem manda no Universo é Oxalá

Ninguém sabe qual é seu caminho

Mas com fé a gente ainda chega lá

Ninguém sabe qual é seu caminho

Mas com fé a gente tem colher de chá.

Seria bom se alguém pudesse chegar lá...



FOTO com Ronnie Von, este blogueiro e Cristininha Von -- responsável pela força em emprestar as capas dos originais para os relançamentos da Universal, pilotados por mim. Quem bateu foi o Marcelo Cable, em 2004. Estávamos na casa dele pra tratar destes relançamentos.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

O PAÍS É UMA ZONA


Sei que já é lugar comum, mas agora a mídia vai explorar as familias das vítimas do acidente aéreo de Congonhas e o mais incrível é que a pista estava igual a um sabão e o vôo tinha transcorrido normalmente.

Claro, estou chocado aqui em meu mausoleo rivera com esse desencarne coletivo em massa! Isso não era pra acontecer - e já que aconteceu, que gente inocente sirva de lição para o maior cuidado com as vidas humanas, que não podem ser album de figurinha de orkut.

É realmente uma vergonha - como diria o Boris Casoy




Foto: Zé do Caixão